GeObserver Arrábida e Sado

Foi assinado um novo protocolo entre o GeObserver (www.geobserver.org) e o IPS – Instituto Politécnico de Setúbal para implementação do sistema na Serra da Arrábida e Estuário do Sado, passando assim a plataforma a “observar” mais estas duas áreas protegidas.

O GeObserver é um sistema de informação geográfico, criado em 2011 no IPS – Instituto Politécnico de Setúbal em parceria com a ASE – Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela, orientado para o conhecimento, investigação e protecção ambiental, assentando num modelo colaborativo. A esta parceria juntou-se também o CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela (Município de Seia), parceiro fundamental na área da biologia e biodiversidade.

A plataforma encontra-se actualmente, e desde o seu início de actividade, instalada no Parque Natural da Serra da Estrela onde tem revelado grandes potencialidades e contributos, tanto para a protecção ambiental como para comunidade científica.

Os dados constantes na plataforma são fornecidos não só pelas entidades que apoiam o projecto, mas também por cidadãos comuns que podem registar as suas observações de biodiversidade ou alertas ambientais.

A implementação na Serra da Arrábida e Estuário do Sado representa um novo desafio, uma vez que as características destas áreas são muito diferentes da Estrela, principalmente o Sado tratando-se de um ambiente maioritariamente marinho.

A implementação no Parque Natural da Arrábida e Reserva Natural do Estuário do Sado faz parte de uma nova fase, que pretende chegar a outras áreas protegidas do país com a mesma finalidade: observar para preservar – recolher e agregar informação, cruza-la e fornecer dados que permitam melhor conhecer e proteger estes monumentos naturais.

Hoje a plataforma faz o cruzamento de mais de um milhão de registos, é utilizada por mais de uma dezena de universidades e escolas (nacionais e estrangeiras) para estudos e investigações.

Sinais dos Tempos

O pior que nos pode acontecer relativamente ao futuro é ficarmos presos ao passado e não fazermos nada para além do “passeio” doentio pelas redes sociais.

Ano após ano, o tempo revela-se mesmo à nossa porta, nas alterações climáticas que não precisam de grandes conhecimentos para que não nos apercebamos do fenómeno e o ignoremos.

Lembram-se, alguns dos leitores, da única pista de esqui no pequeno vale dos Piornos onde foi montado um curto telesqui. A falta de neve a esta cota originou um investimento muito mais avultado nas proximidades da Torre onde, para a presente época, foram anunciados pelos responsáveis da estância de esqui um conjunto de melhorias, que terão tido um custo global a rondar os 700 mil euros.

Em declarações à “agência Lusa o director-geral da estância, Carlos Varandas” apontava, “para queda de neve na quinta-feira, dia 03 de Dezembro, mas mesmo que isso não aconteça a estância pretende assegurar a abertura das pistas através da produção de neve de cultura, o que poderá fazer desde que haja frio”.

E para que não restem dúvidas, as garantias de Carlos Varandas prosseguem: “Se não houver neve, iremos produzi-la para podermos abrir no mínimo três a quatro pistas, mas as previsões apontam para um pequeno nevão a partir de quinta-feira e, se assim for, poderemos até abrir mais pistas”.

Poderíamos continuar a referir as previsões e certezas do director da estância de esqui e até a dar alento aos anseios que vamos observando nos apaixonados pelo esqui! Mas uma coisa são os desejos, outra é a realidade. E esta diz-nos que a abertura oficial da
estância de esqui da Serra da Estrela foi anunciada publicamente para o dia 5 de Dezembro do ano passado, mas decorridos 67 dias sobre a data prometida as pistas não tiveram um único dia esquiável!

Não sinto satisfação pelas falhas de previsão de Carlos Varandas, bem pelo contrário: se há pessoas que gostariam de ver a Serra coberta de neve durante muitos meses do ano eu sou uma delas!