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ASE / DHL Global Volunteer Day

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Dando continuidade ao trabalho de reflorestação da Serra da Estrela, mais 150 carvalhos (Quercus pyrenaica) foram hoje plantados por voluntários/trabalhadores do grupo DHL. Convém referir que as plantas foram plantadas a 1.000 metros de altitude e que para lá chegar os voluntários tiveram de as transportar em mochilas e vencer um desnível de aproximadamente 400 metros. Mais um pequeno esforço acompanhado de um excelente convívio que não deixou de marcar quem nele participou. Se já eram amigos da Serra, hoje passaram a senti-la mais intensamente!

ASE_DHL

Nota

 

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NÃO LIGAMOS AOS SINAIS E MUITO MENOS AO MUNDO RURAL

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A tragédia que os fogos causaram até ao momento, com a perda de muitas dezenas de vidas humanas e prejuízos difíceis de calcular, num país com as carências conhecidas, exige de todos os portugueses a solidariedade e serenidade que não vemos no debate partidário e em grande parte dos Órgãos de Comunicação Social.

A ausência de investimentos para a melhoria das condições dos nossos agricultores que os estimulasse a manter as suas explorações agro-pastoris, valorizando o seu contributo para o equilíbrio dos ecossistemas, foi contrariada por fortes impulsos para a promoção de povoamentos de eucaliptos que estampam a paisagem de norte a sul do país.

Além das variáveis associadas às condições atmosféricas, os eucaliptais, independentemente de serem bem ou mal geridos, são um dos factores que mais influenciam a dinâmica dos fogos.

A Serra da Estrela, principal abastecedor de água ao país, tem sido muito fustigada pelos incêndios e essa factualidade está a causar a erosão dos solos que se tem vindo a agravar pela manifesta ausência de vegetação nas cotas mais elevadas da Serra e a causar danos na capacidade de armazenamento de água no subsolo, situação à qual não está a ser dada a devida atenção.

Apesar de todos os problemas que a Serra da Estrela enfrenta, inclusive da alteração estrutural na orgânica do combate aos fogos e que, a experiência que uma centena de anos já demonstrara que funcionava bem, temos a sorte de não existir um único povoamento de eucaliptos digno de registo. E para isso contribuiu muito a nossa Associação quando na década de 80 do século passado foi capaz de sensibilizar a Portucel para não povoar com eucaliptos a encosta de Famalicão da Serra, como estava previsto fazê-lo.

O momento que o país está a viver não deve servir para a chicana política nem para análises de circunstância, pelo respeito que nos merecem os cidadãos que perderam as suas vidas, bens e de todos os que ainda nem sequer recuperaram do cansaço e das feridas que os terão marcado para a vida. 

No fundo o que urge fazer é procurar não perder mais tempo, pensar mais no interesse do país, porque não há folga para mais erros como os que foram cometidos ao longo destas quatro décadas.

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Quercus e ASE denunciam destruição de carvalhal junto do rio Seia.

Quercus.ASE

A Quercus e a ASE vêm alertar para a destruição de um carvalhal numa encosta do rio Seia, próximo de Sameice, no concelho de Seia, constituindo-se este ato como uma conversão de mais uma relíquia da nossa floresta natural.

Abate_carvalhos

No seguimento do alerta para uma intervenção no rio Seia, a ASE – Amigos da Serra da Estrela -Associação Cultural detetou o corte raso de uma vasta área de carvalhal alvarinho e negral com cerca de 10 hectares.

Os carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica, (habitat natural 9230 da Diretiva Habitats), são ameaçados pelo corte raso frequentemente para lenha, apesar da madeira ter qualidade para fins mais nobres, que poderá ser valorizada.

No terreno onde foi detetada esta situação encontra-se o empreiteiro Fonseca Ferreira – Aluguer de Máquinas Agrícolas Compra e Venda de Madeiras, Lda, a cortar todos os carvalhos existentes, muitos de grande porte, e destruindo uma floresta relíquia com interesse ecológico que deveria ser conservada.

Esta zona do rio Seia está fora de uma área protegida ou classificada, contudo, a mesma integra o corredor ecológico regional, pelo que foi alertado o

Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR e o Município de Seia para uma atuação no âmbito das suas competências.

A Quercus promoveu, no ano passado, uma petição para a proteção dos carvalhais, todavia, a Reforma das Florestas do atual Governo não criou uma regulamentação específica para conservar a nossa floresta. 

Veja a petição: aqui »»

Lisboa, 6 de setembro de 2017

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

A Direção da ASE – Amigos da Serra da Estrela – Associação Cultural