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Quercus e ASE denunciam destruição de carvalhal junto do rio Seia.

Quercus.ASE

A Quercus e a ASE vêm alertar para a destruição de um carvalhal numa encosta do rio Seia, próximo de Sameice, no concelho de Seia, constituindo-se este ato como uma conversão de mais uma relíquia da nossa floresta natural.

Abate_carvalhos

No seguimento do alerta para uma intervenção no rio Seia, a ASE – Amigos da Serra da Estrela -Associação Cultural detetou o corte raso de uma vasta área de carvalhal alvarinho e negral com cerca de 10 hectares.

Os carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica, (habitat natural 9230 da Diretiva Habitats), são ameaçados pelo corte raso frequentemente para lenha, apesar da madeira ter qualidade para fins mais nobres, que poderá ser valorizada.

No terreno onde foi detetada esta situação encontra-se o empreiteiro Fonseca Ferreira – Aluguer de Máquinas Agrícolas Compra e Venda de Madeiras, Lda, a cortar todos os carvalhos existentes, muitos de grande porte, e destruindo uma floresta relíquia com interesse ecológico que deveria ser conservada.

Esta zona do rio Seia está fora de uma área protegida ou classificada, contudo, a mesma integra o corredor ecológico regional, pelo que foi alertado o

Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR e o Município de Seia para uma atuação no âmbito das suas competências.

A Quercus promoveu, no ano passado, uma petição para a proteção dos carvalhais, todavia, a Reforma das Florestas do atual Governo não criou uma regulamentação específica para conservar a nossa floresta. 

Veja a petição: aqui »»

Lisboa, 6 de setembro de 2017

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

A Direção da ASE – Amigos da Serra da Estrela – Associação Cultural 

 

 

 

 

GeObserver Arrábida e Sado

Foi assinado um novo protocolo entre o GeObserver (www.geobserver.org) e o IPS – Instituto Politécnico de Setúbal para implementação do sistema na Serra da Arrábida e Estuário do Sado, passando assim a plataforma a “observar” mais estas duas áreas protegidas.

O GeObserver é um sistema de informação geográfico, criado em 2011 no IPS – Instituto Politécnico de Setúbal em parceria com a ASE – Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela, orientado para o conhecimento, investigação e protecção ambiental, assentando num modelo colaborativo. A esta parceria juntou-se também o CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela (Município de Seia), parceiro fundamental na área da biologia e biodiversidade.

A plataforma encontra-se actualmente, e desde o seu início de actividade, instalada no Parque Natural da Serra da Estrela onde tem revelado grandes potencialidades e contributos, tanto para a protecção ambiental como para comunidade científica.

Os dados constantes na plataforma são fornecidos não só pelas entidades que apoiam o projecto, mas também por cidadãos comuns que podem registar as suas observações de biodiversidade ou alertas ambientais.

A implementação na Serra da Arrábida e Estuário do Sado representa um novo desafio, uma vez que as características destas áreas são muito diferentes da Estrela, principalmente o Sado tratando-se de um ambiente maioritariamente marinho.

A implementação no Parque Natural da Arrábida e Reserva Natural do Estuário do Sado faz parte de uma nova fase, que pretende chegar a outras áreas protegidas do país com a mesma finalidade: observar para preservar – recolher e agregar informação, cruza-la e fornecer dados que permitam melhor conhecer e proteger estes monumentos naturais.

Hoje a plataforma faz o cruzamento de mais de um milhão de registos, é utilizada por mais de uma dezena de universidades e escolas (nacionais e estrangeiras) para estudos e investigações.