Povoamento mais interessante da Serra da Estrela está a arder!

Um violento incêndio que teve início, ontem (10.08.2015) na Senhora do Monte, Gouveia, devorou grande parte da encosta sobranceira a esta terra serrana, dirigindo-se progressivamente para sudeste.
O combate ao fogo não conseguiu evitar que as chamas dobrassem a cumeada e descesse na direcção do rio Mondego queimando o povoamento mais interessante da Serra da Estrela, no início do rio Mondego.
A frente virada a Manteigas está a tentar ser dominada em Campo Romão, um planalto tradicionalmente destinado à cultura do centeio o que poderá facilitar o trabalho dos bombeiros e demais operacionais.

 

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Povoamento mais interessante da Serra da Estrela está a arder!

Um violento incêndio que teve início, ontem (10.08.2015) na Senhora do Monte, Gouveia, devorou grande parte da encosta sobranceira a esta terra serrana, dirigindo-se progressivamente para sudeste.

O combate ao fogo não conseguiu evitar que as chamas dobrassem a cumeada e descesse na direcção do rio Mondego queimando o povoamento mais interessante da Serra da Estrela, no início do rio Mondego.

A frente virada a Manteigas está a tentar ser dominada em Campo Romão, um planalto tradicionalmente destinado à cultura do centeio o que poderá facilitar o trabalho dos bombeiros e demais operacionais.

SENINÁRIO BEIRA SERRA

 

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Seminário “Beira Serra – 20 anos DE(S)ENVOLVIMENTO”

No dia 20 de Novembro, a Beira Serra – Associação de Desenvolvimento – organizou, no âmbito do seu vigésimo aniversário, um seminário denominado Beira Serra, 20 anos DE(S)ENVOLVIMENTO que decorreu na Universidade da Beira Interior.

O seminário pretendia dar conta e partilhar com a comunidade os projectos realizados e os resultados alcançados, assim como delinear em conjunto os caminhos a traçar e as respectivas formas de intervenção, perante as novas realidades e necessidades.

Defendendo que o desenvolvimento só pode ser entendido como um processo que implica e exige o envolvimento da comunidade, foi dada a palavra a autarcas, parceiros locais (Segurança Social, IEFP, CPCJ, Juntas de Freguesias, Associações Recreativas e Culturais, Sindicatos, Redes de voluntariado, Universidade e Escolas) associados e destinatários dos projetos, que, a par de prestigiados especialistas em temas julgados fundamentais para a sustentabilidade e o desenvolvimento, tiveram assim oportunidade de se pronunciar e debater o que foi feito e, sobretudo, o muito que é necessário fazer.

Após a sessão de abertura, onde marcaram presença o Reitor da UBI, os Presidentes das Câmaras Municipais da Covilhã e do Fundão, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral e os Presidentes das Direcções (anteriores e actual) e se divulgou a nova imagem da Beira Serra, decorreram em paralelo os trabalhos de três secções, orientadas para os temas “Desenvolver a Participação e a Cidadania”, “Desenvolver o Interior” e “Desenvolver a Função Social do Estado”.

Desenvolver a Participação e a Cidadania

Nesta secção, moderada por Luís Garra e com a participação de Luís Filipe Madeira, Alcino Couto, Elisa Pinheiro, Jorge Fael e Pedro Nuno Leitão, foi abordada a temática do funcionamento do sistema democrático e a participação do cidadão na vida colectiva. A participação e a cidadania são conquistas democráticas, contudo, no quadro de crise económica atual, em que a austeridade parece ser a palavra de ordem, é notório o afastamento e alheamento do cidadão dos mecanismos de participação. Foi consensual a constatação que a necessidade de sobreviver trava os processos de participação cívica e cidadã e retira a confiança depositada nos órgãos de soberania: governo, parlamento e justiça. A importância de educar para o exercício da cidadania consagrado na Constituição da Republica Portuguesa, a valorização dos recursos e potencialidades locais, a preservação do património natural endógeno e das tradições culturais singulares, foram assim alguns dos caminhos apontados para dar voz a um território com identidade própria.

Desenvolver o Interior

Secção moderada por António Fernandes de Matos com a participação de Pires Manso, João Carvalho, Mesquita Milheiro, Jorge Reis Silva e Pedro Almeida. As assimetrias que caracterizam o território português, assim como os recursos naturais e potencialidades que poderão contribuir para o desenvolvimento do interior e da Cova da Beira foram os principais pontos abordados e debatidos nesta secção. A preferência pelo investimento estrangeiro em detrimento do nacional, o esvaziamento de quadros médios especializados, as parcas vias de comunicação e transportes, nomeadamente a inexistência de ligação Covilhã – Coimbra, a dificuldade do acesso ao crédito bonificado no sector agrícola, foram alguns dos constrangimentos apontados e que contribuem para acentuar as assimetrias regionais. Por outro lado, foram referidos recursos e potencialidades únicas e singulares que urge apoiar em prol do desenvolvimento do interior: a exploração de tungsténio e lítio, as condições excepcionais da Cova da Beira em termos de produção e exploração de energias renováveis, produtos locais e turismo rural, entre outros.

Desenvolver a Função Social do Estado.

Esta secção, moderada por José Pinto, contou com a participação de Nuno Augusto, Mário Nogueira, Luís Silveira e Maria do Carmo Tavares. A saúde, a educação, as políticas sociais e o combate à pobreza e à exclusão foram os principais temas analisados e debatidos. As conclusões foram particularmente preocupantes, uma vez que nestas áreas houve um retrocesso significativo e alarmante: as desigualdades perante o direito do acesso à saúde e ao sistema de ensino, a falta de protecção das pessoas mais fragilizadas e desfavorecidas, puseram em causa conquistas que pareciam inquestionáveis e agravaram as situações de exclusão.

Foram ainda transversalmente reconhecidas a necessidade e as vantagens de realizar iniciativas deste género, a atribuição da maior parte da responsabilidade das dificuldades que se fazem sentir no país em geral e na região em particular à incompetência ou até acção deliberada de políticas desatentas, erradas e casuísticas, subjugadas a interesses que não são palpáveis, seguidas nos últimos anos, bem como as potencialidades e a viabilidade do interior, como região e modelo de desenvolvimento.