O Cerco

Cerco

A nossa página aparece, digamos, com alguns retoques, mais arejada sem dúvida com o propósito de melhorar e ajudar a crescer a nossa Associação esperando, digo eu, que essa melhoria vá ao encontro do gosto do público e dos associados em particular.

Este “arejamento” vem em boa hora, numa altura em que nos aproximamos do final de mandato e do aproximar de mais um acto eleitoral, que se deseja participado, para os Órgãos Sociais da ASE.

No próximo acto eleitoral, que o Presidente da Mesa da Assembleia Geral se encarregará de agendar e anunciar, já será possível votar electronicamente, permitindo assim a cada membro da ASE exercer o seu direito sem necessidade de recorrer à via postal ou presencial que, como sabemos, exigia, dos associados, um esforço completamente desajustado atendendo à realidade geográfica dos mesmos e se reflectia na fraca participação nos actos eleitorais. Se bem que o ideal seria podermos gozar da oportunidade para o convívio entre amigos. Perante tais dificuldades procuremos aproveitar as oportunidades que as tecnologias nos permitem e fortaleçamos mais a Associação, dando mais legitimidade aos seus dirigentes para prosseguir os propósitos que nos agregou.

As exigências pela defesa dos valores naturais da Serra da Estrela são tantos e tão complexos que exigem de todos os sócios e dos que não são, uma discussão mais séria, mais participada e mais exigente na medida em que o momento que o país atravessa é propício à receita de milagres e pouco dado à reflexão, quando em causa estão valores demasiado importantes como os que já são visíveis e a por em causa a essência do maior maciço montanhoso do país. O CERCO à integridade física desta imponente elevação que o país conhece por SERRA, está a consolidar-se sem que nada nem ninguém lhe esteja a por cobro ou no mínimo o discuta porque o tempo é de contar os tostões, deixando as questões, importantes, dos valores naturais para um plano secundário. O anunciar de falências autárquicas só virá piorar as coisas e justificar tal necessidade no atropelar de raciocínios mais clarividentes. A mão artística do Saul Carvalho previra, há alguns anos, a tragédia que poderá vitimar a Serra da Estrela através da instalação de parques de energia eólica. O CERCO está a construir-se e os interesses movem-se nas montanhas!

Acaso alguém se atreveria a colocar tais infra-estruturas à volta do Mosteiro dos Jerónimos! Porque o fazem então na Serra da Estrela à margem de qualquer discussão séria ou antes de se esgotarem todas as potencialidades eólicas do país e, então sim, se fosse um caso de vida ou morte, salvasse a Serra o país desse martírio!

Os, já instalados, parques eólicos nos concelhos de Celorico da Beira e Guarda bem assim como os dos limites dos distritos de Castelo Branco e Guarda, a Sul da Serra da Estrela, bem ainda como os medidores de vento espalhados por, praticamente, todas as linhas de cumeada, quer na bordadura quer no interior da Serra permite-nos adivinhar qual o cenário, dantesco, que se avizinha e que irá ferir de morte a paisagem natural do maior maciço montanhoso de Portugal. E a isto não se pode ficar indiferente. Tamanho absurdo tem de ser contrariado com ideias mais justas que valorizem o nosso património e não o ponham em causa.

Já chega o que da Serra se observa em seu redor. Que bom seria se, olhada cá de baixo, se visse A SERRA unicamente!