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A razão de ser do presente
programa prende-se, fundamentalmente, com a necessidade,
urgente, de travar a constante erosão dos solos; aumentar a
capacidade de armazenamento de água nos aquíferos; fomentar a
biodiversidade e manutenção das paisagens de montanha, postas em
causa pelos constantes incêndios a que a Serra da Estrela tem
sido sujeita; tudo isto, associado a múltiplas causas de cujas
responsabilidades não pode o homem alhear-se.
Um conjunto de factores sugere
que não se perca mais tempo e se avance para a florestação, de
áreas acima dos 1.400metros, em zonas onde ainda permanecem
“bolsas” de solo capaz de dar vida aos carvalhos.
O momento é propício, uma vez que
os incêndios afastaram por algum tempo os roedores; o solo está
a descoberto pela ausência de vegetação, tornando mais fácil o
acesso e melhor identificação das áreas a semear e plantar;
fraca expressão da pastorícia, nomeadamente de ovinos e caprinos
(presentemente o número de efectivos não excede as 100 cabeças).
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